ASCAREL – O problema continua…

 In Energia Elétrica, Meio Ambiente

O fluido ASCAREL usado em transformadores elétricos, antes da proibição da produção de PCBs (Bifenilas Policloradas ), continua sendo um problema para os proprietários de unidades consumidoras de energia que ainda possuem estes equipamentos em suas instalações.

O principal problema do ASCAREL é a potencial ameaça à saúde humana e ao meio ambiente.

O ASCAREL provoca lesões dermatológicas, alterações psíquicas e morfológicas nos dentes, fígado e rins, efeitos teratogênicos e cancerígenos.

A legislação brasileira proibiu a fabricação, comercialização e o uso dos PCBs com a Portaria Interministerial nº 19 de 29 de janeiro de 1981.

O mesmo documento também permitiu a continuidade de utilização dos equipamentos com PCBs (ascarel) já existentes, até que se tornem inúteis ao fim a que se propõe. No final de sua vida útil, esses materiais devem ser descartados de maneira adequada e a responsabilidade é do gerador do resíduo, ou seja, do proprietário do equipamento (o Estado de São Paulo, com a Lei 12 288 de 22/02/06, determinou prazos para a eliminação – 2008 para equipamentos desativados, 2010 para equipamentos em logradores públicos e 2020 para todos os demais casos).

A eliminação controlada destes resíduos líquidos e sólidos permeáveis correspondem aos próprios PCBs usados em capacitores e transformadores, óleos e solventes contaminados com PCBs, materiais absorventes utilizados na contenção de vazamentos, roupas e equipamentos de proteção individual, contaminados, papéis e madeiras das partes ativas dos capacitores e transformadores, entre outros materiais impregnados.

Nesse caso, a única alternativa tecnológica é a incineração de acordo com a NBR 1265, em temperatura superior a 1200ºC para que haja separação total das moléculas. Como resultado, nessas condições de processo, o cloro é absorvido em água, transformando-se em ácido clorídrico diluído, que pode ser reaproveitado nas suas mais diversas aplicações. Para compostos orgânicos, como é o caso dos PCBs, essa técnica é extremamente eficiente e comprovada no mundo inteiro e, atualmente, não existe outra tecnologia disponível no mercado mundial que seja explorada e aceita comercialmente.

Já resíduos sólidos impermeáveis compreendem os materiais metálicos e cerâmicos que fazem parte dos transformadores (correspondem a 60% do peso total) e capacitores (aproximadamente 20% do peso total), além de tambores metálicos contaminados com PCBs.

Para estes resíduos sólidos impermeáveis, o processo mais adequado para destinação final é a  descontaminação. Os materiais após a descontaminação são reciclados, não produzindo qualquer tipo de efluente, eliminando o potencial risco de geração de passivos ambientais futuros.

Os processos de descontaminação de última geração ocorrem em autoclaves que operam a vácuo, onde são introduzidas as carcaças e partes ativas dos transformadores. Essas autoclaves operam automaticamente supervisionadas por computadores. O solvente de extração (que faz a lavagem dos metais) circula num sistema fechado o qual é destilado continuamente, sendo o PCB segregado na destilação enviado à incineração.

Se você é responsável por uma unidade consumidora que possui algum equipamento com ascarel, em operação ou não, procure uma empresa, voltada a descontaminação e reciclagem de resíduos de PCBs licenciada a partir de um EIA/RIMA e licenciada para este fim.

Ascarel

mkt
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